11/05/2009

Vamos explodir nessa alegria discreta, no Circo da Solidão



Essa galera de Pernambuco explode talento e criatividade, man. Conheci Mula Manca em 2006, ano subsequente ao lançamento do disco O Circo da Solidão (2005). Gostei de cara do timbre e do sotaque do vocalista Tibério Azul, da identidade nítida e bem composta de todo o CD, uma obra que contém um fio constitutivo, um enredo, uma tessitura, uma narrativa bem tramada.

O Circo da Solidão conta a história de um circo que chega a uma cidade nova. As referências literárias são nítidas, desde trechos do escritor Raimundo Carrero a inserções de citações de personagens e situações arquetípicas e coletivamente reconhecidas como literárias (o caso do cavaleiro andante, por exemplo). É um disco independente que assinala o início do trabalho dessa banda prodigiosa: Mula Manca ("& a Triste Figura", que no segundo álbum passa a se chamar "& a Fabulosa Figura"). Divirtam-se e enriqueçam-se.





* P.S - Resolvi postar este álbum aqui porque encontrei estes dias o CD limpando as minhas gavetas, todo ensanguentado, digo, arranhado, de partir o coração. Tive de baixar o disco e gravá-lo correndo, pra não me arriscar de perdê-lo de novo. Escutei depois de tanto tempo e me empolguei, é isso.


06/05/2009

Na vitrola um som feito em 2005 com jeito de anos 70


Ouçam esse gaúcho. Ouçam loucas referências ao rock inglês, tropicália, folk, psicodelia, Beatles.

Comecei a ouvir atentamente o disco Uma Tarde Na Fruteira bastante atrasada - agora por estes dias - pois se trata de um álbum lançado oficialmente no Brasil em 2008, gravado desde 2005 e lançado em 2007 por uma gravadora espanhola. Mas nunca é tarde pra conhecer boas produções, e Júpiter Maçã me agrada pacas. Quem ainda não conhece, aproveite.